Tradicionalmente, quando nos referimos às áreas de conhecimento de gerenciamento de projetos, fazemos referência somente as nove áreas - integração, escopo, prazo, custos, RH, qualidade, comunicação, riscos e aquisições tratadas pelo PMBOK. Além disto, extensões ao PMBOK também publicadas pelo PMI, para algumas indústrias específicas (ex. construção) acrescentam outras áreas de conhecimento. Entretanto, metodologias de gerenciamento de projetos implantadas em algumas organizações já contemplam, há algum tempo, como áreas de conhecimento, disciplinas de gerenciamento que têm alguns de seus aspectos citados em uma das 9 áreas ou nem isto. Assim, em suas metodologias, três novas áreas são formalmente reconhecidas: documentação, conhecimento e responsabilidade sócio-ambiental. Estas áreas de conhecimento, assim como as demais, são tratadas com seus ciclos de planejamento, execução e controle.
Assim sendo, o gerenciamento da documentação trata da forma como os documentos envolvidos em um projeto devem ser tratados, seja na forma eletrônica ou física. Aspectos como a correta forma de recepção/envio, arquivamento, codificação e modelos de documento costumam ser planejados. Alguns destes aspectos são citados nas áreas de comunicação e configuração nos padrões publicados pelo PMI.
Por sua vez, o gerenciamento do conhecimento costuma ir além das citadas lições-aprendidas, tratando “itens de conhecimento” de forma mais abrangente.
Adicionalmente, o gerenciamento da responsabilidade sócio-ambiental é a caçula destas “novas” áreas de conhecimento. No mais recente movimento de sustentabilidade e junto com isto um rigor um pouco maior das autoridades e da sociedade em relação a alguns tipos de projeto não há como deixar mais de tratar este aspecto, em especial em projetos de grande repercussão. Planejar, executar e controlar ações que respondam as expectativas dos “stakeholders”, em relação aos impactos causados pelo projeto nas dimensões social, econômica e ambiental, está contemplado nesta área de gerenciamento.
Por fim, a adoção de “novas áreas de conhecimento” no gerenciamento de projetos pode suscitar críticas de alguns profissionais, mas a pergunta que fica é por quê não? O aspecto negativo seria diante de se desejar implantar todas as áreas de conhecimento aplicáveis ter agora mais 3 áreas no pacote. Por outro lado, determinados projetos obtêm grande retorno com um melhor gerenciamento da documentação e da responsabilidade sócio-ambiental. Todavia, em qualquer projeto cabe a orientação da análise de quais áreas são aplicáveis ao projeto e à obtenção do correspondente valor.
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